sábado, abril 24, 2010

Mi Buenos Aires querido

Depois de quase dois anos desde a primeira tentativa, BsAs ressurgiu da tumba de Evita num diálogo informal do tipo -"Vamo?" -"Vamo!" e acabou virando destino. E lá fomos nós - eu, Nelly, Paty e G - rumo à terra de Gardel no feriado da Páscoa.

Como a idéia aqui não é dar dicas nem roteiros, mas somente registrar antes que a incrível memória de 1Kb dessa pessoa falhe, vamos aos acontecimentos:

* Sendo uma data cristã em todo o planeta, obviamente, os argentinos também aproveitaram o feriado pra fugir da cidade. O que foi uma pena pro projeto troca de cultura (oi?). Por todos os lados só se viam brasileños e, às vezes, até batia aquela sensação de não ter saído de casa.

* Com o câmbio quase 2 pra 1, em BsAs dá pra montar um leque de pesos, fazer a ryca e a festa! Mas por incrível que pareça a draga do consumo estava bem tímida e deixou pra apavorar só no Duty Free (sim, o de lá é melhor que o daqui - se bem que desci no Galeão).

* No início duvidei, mas 3 dias foram suficientes pra conhecer a capital porteña. Lógico, no esquema turistada. O ponto baixo da viagem foi que por conta do feriado, não deu pra pegar nenhum museu aberto e o teatro Colón estava em reforma, uma pena mesmo :(

* Todo mundo diz que o melhor de BsAs são as parillas. Apesar de não ser muito adepta de carne nesse estilo, pelo fato de ser uma pessoa constipada na vida, fiz a minha parte. No 1º dia num café perto na Pacífico e no último dia num restaurante em Puerto Madero. Apesar dos preços atrativos, a culinária argentina não me fisgou. A impressão que tive é que tudo gira em torno do jamón, queso e patatas. Mas o que valeu mesmo foram as empanadas. Do phyno ao peba, sempre valia a pena parar e comer uma (duas, três...). E os vinhos, excelentes e baratos pra fazer fluir el portuñol e dormir que nem um bebê.

* BsAs está estruturada pro turismo, diria pros turistas brasileños. Eles arriscam o português, eles dão o preço já convertido, eles aceitam real. Os taxistas, no geral, são secos e mal-humorados. Já os poucos bem-humorados conversam e mandam um Cumpadi Washington pra te deixar mais à vontade (quem disse, senhor?). Mas, graças ao Sto. Antônio Alves, tem também os taxistas sensatos que falam somente o necessário e deixam rolar de fundo um tango de raíz.

* Se algum dia alguém falou que BsAs é o paraíso das compras, delete essa informação. Tudo o que tem lá, tem aqui, não vale bancar a sacoleira por alguns reais. O que sai barato mesmo são os produtos made in Argentina, estes sim valem a pena. Os cosméticos também. Agora, se está em busca de grandes marcas de roupa, Miami é o destino.

* Apesar de todas as comparações feitas (Calle Florida é o calçadão do centrão; Palermo Soho é o Leblon ou a Vila Madá; San Telmo é a feirinha do MASP e por aí vai) não tem como negar que BsAs ainda é uma cidade bem charmosa. A arquitetura é muito bonita, principalmente, dos órgãos e universidades públicos, a cidade é limpa, os porteños são bem receptivos e, felizmente, não passamos por nenhum apuro. Lógico que só vimos o lado bonito da coisa, né? Vale voltar.

Dia 1
. Recoleta
. Calle Florida
* Gran Café Tortoni

Dia 2
. Caminito (dando tchauzinho pro Boca)
. Palermo Soho
. Palermo Viejo
. Calle Florida
* Cho Cha Abuela Kitsch Bar

Dia 3
. San Telmo
* El Ateneo
. Puerto Madero
* Restaurante (que depois alguém me fala o nome)

Aos 3, valeu pela companhia, pela correria e, principalmente, pelas risadas. Não podia ser diferente. Memorável!

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